Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo
É um dos lagos mais bonitos da Europa e pode descobri-lo de comboio ou de barco. O melhor? “É lindo em qualquer estação.”

Há quem diga que esta é “uma viagem de sonho”. Outros garantem ser “uma viagem lindíssima para se fazer seja de carro ou de comboio”. “E ir saltando de vilarejo em vilarejo”, acrescenta uma das viajantes que por lá já passou.
Do que é que estamos a falar? Do Lago Maggiore. Sim, porque este destino tem uma particularidade: numa só viagem, pode visitar um palácio barroco, almoçar numa antiga aldeia piscatória e acabar o dia a passear junto à água, com os Alpes à vista.
Não nos surpreende, portanto, saber que a revista NiT o descreve como um “destino europeu que parece saído de um conto de fadas”. Basta olhar para as ilhas que ficam ao largo de Stresa para perceber de onde vem a comparação.
Aqui há residências históricas, esculturas, fontes e caminhos rodeados de plantas, mas também ruas estreitas, casas coloridas e restaurantes onde o peixe do lago faz parte da ementa.
Com cerca de 65 quilómetros de comprimento, o Lago Maggiore é o segundo maior lago de Itália. Estende-se pelas regiões italianas do Piemonte e da Lombardia e chega ao cantão suíço do Ticino. O mais cativante para quem o visita é que a paisagem muda ao longo das margens, entre encostas montanhosas, jardins e povoações que merecem mais do que uma paragem rápida para fotografias.
"Muito antes de os turistas chegarem às margens do Lago Maggiore em busca de paisagens bonitas, a região já tinha uma história para contar. Ao longo da sua extensão, que vai desde Itália até à Suíça, há pequenas aldeias, palácios históricos, jardins, ilhas e villas elegantes que marcaram os últimos séculos", lê-se na publicação da revista.
As ilhas que fizeram a fama do Lago Maggiore
Ainda assim, há quem lá chegue por um motivo: explorar as Ilhas Borromeias, um arquipélago ligado à família Borromeo, que começou a investir nesta zona a partir do século XVII. Esta é mesmo uma das visitas mais conhecidas.
E entre todas, a Isola Bella é a que mais chama a atenção. O Palazzo Borromeo ocupa uma parte importante da ilha e conserva salas decoradas, coleções artísticas e espaços que mostram como vivia uma das famílias aristocráticas com maior influência na região. No exterior, os jardins barrocos distribuem-se por terraços, com esculturas, fontes e vegetação aparada.

A Isola Madre tem outro ambiente. É conhecida pelo jardim botânico, com plantas de diferentes partes do mundo, e pelo palácio histórico. Já a Isola dei Pescatori é uma povoação habitada, com ruas estreitas, casas tradicionais e restaurantes junto ao pequeno porto.
As três ilhas podem ser visitadas de barco, com partidas a partir de Stresa. Siga o nosso conselho: vale a pena reservar tempo para conhecer pelo menos duas, em vez de tentar percorrê-las todas à pressa. Mas atenção, se a ideia é entrar nos palácios e passear pelos jardins, confirme os horários antes de viajar. Além disso, é melhor apressar-se. Porquê? Porque a temporada de 2026 das principais atrações das Ilhas Borromeias decorre até 8 de novembro.
De Stresa a Locarno, há muito para ver nas margens
Stresa é uma das melhores bases para conhecer o lago. Os grandes hotéis e os edifícios históricos junto à marginal lembram a época em que a localidade começou a atrair visitantes abastados, sobretudo nos séculos XIX e XX. Atualmente, continua a ser um ponto de partida prático para as ilhas e um bom lugar para passear ao final do dia.
"A beleza das montanhas, o clima mais ameno e as paisagens junto à água começaram a atrair viajantes, escritores e membros da aristocracia europeia. Desde o início, Stresa tornou-se numa das localidades mais procuradas e foi precisamente ali que começaram a nascer os grandes hotéis e villas de luxo."
A norte, Cannobio conserva um centro histórico com casas coloridas e ruas que desembocam junto à água. Perto dali fica Cannero Riviera, conhecida pelo clima ameno e pelas vistas sobre os Castelos de Cannero, cujas ruínas se erguem sobre pequenos ilhéus no lago.
Em Verbania, os Jardins Botânicos de Villa Taranto são outra paragem a considerar. O espaço reúne plantas de várias origens, tendo começado a ser desenvolvido em 1931 por iniciativa de Neil McEacharn, um escocês apaixonado por jardinagem.
A viagem pode continuar até à Suíça. Ascona tem uma marginal com esplanadas e edifícios coloridos, enquanto Locarno combina a proximidade do lago com praças, monumentos e uma oferta cultural diversificada.
Quando ir e como organizar a viagem
Quem já lá foi não tem dúvidas: “vale muito a pena seja em que altura for, porque a beleza mantém-se em todas as estações do ano”.
A primavera, por exemplo, é uma boa altura para visitar os jardins, enquanto o verão convida a passeios de barco e a atividades ao ar livre. No outono, as encostas ganham tons diferentes e há menos movimento do que nos meses de maior procura. Já no inverno, a região fica mais tranquila, mas algumas atrações encerram ou reduzem os horários.

E como é que pode explorar este destino? Para percorrer as margens, pode alugar um carro ou combinar o comboio com os barcos que ligam várias localidades. Stresa tem estação ferroviária e ligações lacustres, o que facilita a organização de visitas às ilhas.
Se quiser conhecer os principais pontos de interesse, três ou quatro dias são um bom ponto de partida. Com uma semana, já consegue incluir a margem suíça e fazer mais paragens pelo caminho.
Referência da notícia
NiT, Pincelli, I. (2026). Entre ilhas, palácios e jardins, este destino europeu parece saído de um conto de fadas.