Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Património Mundial para descobrir

Em 2026, a UNESCO adicionou 25 novos locais culturais, naturais e mistos à Lista do Património Mundial. Aqui estão 7 dos mais extraordinários para conhecer ao viajar pelos continentes.

Praia de Pointe du Hoc, uma das cinco praias da Normandia incluídas na lista de Património Mundial da UNESCO.
Praia de Pointe du Hoc, uma das cinco praias da Normandia incluídas na lista de Património Mundial da UNESCO.

Em 2026, como acontece todos os anos, o Comité do Património Mundial da UNESCO reuniu-se em Busan e acrescentou 25 novos locais à lista.

Atualmente, existem 1.273 locais do Património Mundial, distribuídos por quase duzentos países.

Vamos embarcar numa jornada pelos continentes para descobrir sete dos locais mais extraordinários selecionados pela UNESCO em 2026.

7. Os teatros amazónicos no Brasil

Dois teatros construídos no século XIX estão localizados na Amazónia brasileira: o Teatro Amazonas, em Manaus, e o Teatro da Paz, em Belém. Ambos foram erguidos seguindo o modelo clássico dos teatros europeus, mas apresentam motivos decorativos inspirados na região amazónica.

O primeiro foi construído na época em que Manaus era uma cidade extremamente rica, graças ao comércio da borracha; numerosos artistas europeus e italianos participaram tanto no seu projeto quanto na sua decoração. La Gioconda, de Ponchielli, foi a primeira ópera apresentada no local. Até hoje, o teatro recebe artistas de renome mundial e uma grande variedade de géneros musicais.

O Teatro da Paz, em Belém, tem uma história muito semelhante. Belém também prosperou enormemente graças à borracha, e o teatro é hoje um dos principais símbolos culturais do norte do Brasil.

6. O Monte Olimpo, na Grécia

Um destino que vale a pena visitar em qualquer estação e por inúmeros motivos, a Grécia acaba de adicionar mais um local à sua lista de Patrimónios Mundiais da UNESCO: o Monte Olimpo, o seu pico mais alto.

Os antigos acreditavam que esta montanha — surgida da batalha de uma década entre os Titãs e Zeus (ao lado de outras onze divindades) — era a morada dos deuses, talvez porque os seus cumes estejam perpetuamente envoltos em nuvens.

Hoje, as florestas exuberantes abrigam muitos animais, e há diversas trilhas para quem deseja encarar a subida e admirar as vistas excecionais.

A pequena cidade de Litochoro é geralmente considerada um bom ponto de partida para as muitas caminhadas disponíveis; as trilhas levam a mosteiros, desfiladeiros e planaltos.

O Monte Olimpo está localizado no norte da Grécia, no interior, afastado da costa do Mar Egeu e a 450 km de Atenas; é uma reserva da biosfera reconhecida desde 1981.

5. A cerâmica de Jingdezhen, na China

Jingdezhen é uma cidade chinesa que ostenta uma história milenar de produção de cerâmica. Acredita-se, em particular, que a variedade azul e branca — emblemática da China — tenha surgido justamente aqui, há 1.700 anos.

A cerâmica e a porcelana de Jingdezhen chegaram à corte imperial e têm sido exportadas e admiradas em todo o mundo há séculos; agora, finalmente, também são reconhecidas como Património da UNESCO.

A arte da cerâmica na China, mundialmente renomada, tem uma história que abrange milénios.
A arte da cerâmica na China, mundialmente renomada, tem uma história que abrange milénios.

Até hoje, esta cidade permanece extremamente ativa nos campos do artesanato e da criatividade — bem como da inovação —, conquistando a reputação de verdadeira capital mundial da cerâmica.

Aqui, os visitantes podem mergulhar numa variedade de lojas, oficinas de artesãos, sítios arqueológicos e fornos antigos.

4. As praias do desembarque na Normandia

As cinco praias do norte da França — conhecidas pelos codinomes Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword — foram designadas Património Mundial da UNESCO devido à sua imensa importância histórica. São exatamente essas as praias onde ocorreu o Dia D — o famoso desembarque na Normandia que mudou o rumo da Segunda Guerra Mundial a favor dos Aliados.

Das praias da Normandia, que são predominantemente baixas e arenosas, ainda é possível ver os vestígios das estruturas de concreto que permitiram o desembarque de tropas e suprimentos.

A região preserva muitos vestígios desses acontecimentos, como os autênticos canhões alemães voltados para o mar em Longues-sur-Mer, as crateras de bombas além da bela praia de Pointe du Hoc e o Cemitério Americano em Colleville-sur-Mer. Embora o Memorial de Caen seja considerado o museu mais completo, há outros que valem a visita — todos interessantes — situados nas proximidades das diversas praias.

3. Tashkent, no Uzbequistão

Tashkent, a capital do Uzbequistão, está situada no norte do país, na fronteira com o Cazaquistão. Quase totalmente reconstruída após um terremoto devastador em 1966, a cidade exibe uma arquitetura notável que combina a austeridade do estilo soviético com tradições da Ásia Central, apresentando mosaicos coloridos e motivos decorativos que evocam a atmosfera da Rota da Seda.

Mais especificamente, dez locais compõem esse conjunto uzbeque, abrangendo desde edifícios residenciais e museus até estações de metro e mercados.

O centro da cidade de Tashkent foi construído com projetos inovadores para resistir a riscos sísmicos e, ao mesmo tempo, adaptar-se ao clima quente da região. No entanto, ao lado das estruturas mais modernas, encontram-se edifícios históricos fascinantes, como bazares, mesquitas e madraças (escolas teológicas).

2. Pântanos de Okefenokee, nos EUA

O pântano de Okefenokee está localizado entre a Geórgia e a Flórida, nos Estados Unidos.

À primeira vista, pode não parecer um local de férias ideal, devido ao clima imprevisível — com chuvas torrenciais repentinas e breves —, flutuações significativas de temperatura e humidade extremamente alta.

O Pântano de Okefenokee, um ecossistema único e intocado.
O Pântano de Okefenokee, um ecossistema único e intocado.

Mosquitos e jacarés adoram este habitat; no entanto, trata-se também de um sistema de áreas húmidas que ostenta uma biodiversidade excecional, abrigando espécies raras e ameaçadas de extinção. Muitas espécies de aves migratórias também escolhem fazer uma parada no local.

O Pântano de Okefenokee é, de fato, um dos maiores ecossistemas intactos da América do Norte, onde áreas de águas rasas se alternam com pradarias, bosques e florestas de pinheiros.

Os visitantes podem explorar a região através de trilhas e passarelas de madeira, ou de barco e canoa, vivenciando uma experiência extraordinária no meio à natureza selvagem.

1.Sidi Bou Saïd, Tunísia

Além de ser um dos novos locais reconhecidos pela UNESCO, Sidi Bou Said é uma verdadeira joia da Tunísia, um município com vista para as águas do Golfo de Túnis. As suas casas mediterrâneas, caracterizadas pelas cores branca e azul e por varandas de ferro forjado, alinham-se ao longo de vielas estreitas — e, por vezes, íngremes.

A decoração detalhada das entradas das casas tradicionais é uma das atrações que tornaram famosa esta pequena cidade, juntamente com vários edifícios particularmente icónicos.

Um deles é o Centro de Música Árabe e Mediterrânea, construído no estilo árabe-andaluz. A riqueza dos seus interiores — com colunas de mármore colorido e móveis com incrustações de madrepérola — é verdadeiramente impressionante.

Igualmente imperdível é a casa do século XVIII em estilo árabe-muçulmano conhecida como Dar El-Annabi. Um famoso mufti viveu ali; hoje, a casa também funciona como uma espécie de museu de cera, exibindo estátuas vestidas com trajes tradicionais.

Referência da notícia

Billy Thomas. (2026). 7 new UNESCO World Heritage Sites to explore this year.