Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves

Dois apeadeiros desativados da antiga Linha do Corgo vão ser transformados em alojamento sustentável. Este investimento aposta no turismo de natureza e na valorização do património local.

Chaves transforma passado ferroviário em futuro turístico sustentável. Foto ilustrativa: Unsplash
Chaves transforma passado ferroviário em futuro turístico sustentável. Foto ilustrativa: Unsplash

Apeadeiros transformados em alojamento turístico? Parece que vai mesmo acontecer em Chaves. A notícia foi avançada pela própria autarquia a 16 de março.

O município do distrito de Vila Real anunciou que dois apeadeiros desativados da antiga Linha Ferroviária do Corgo vão ser transformados em alojamento turístico sustentável.

Feitas as contas, o investimento total previsto é de 576 mil euros, sendo que a candidatura do projeto irá beneficiar de um incentivo financeiro de 400 mil euros. Não há ainda data de conclusão prevista.

Um projeto que aposta no desenvolvimento sustentável dos territórios

Segundo um comunicado enviado pela autarquia à agência ‘Lusa’, e citada pelo jornal ‘Público’, este projeto prevê a reabilitação deste “património ferroviário histórico”. O objetivo será, então, transformar os antigos apeadeiros em alojamento turístico sustentável e acessível em modelo de hostel, preservando simultaneamente a sua identidade arquitetónica.

Mas, o que são apeadeiros ferroviários? No fundo, são paragens simples, tradicionalmente menores do que uma estação ferroviária. Normalmente estes são compostos por apenas uma pequena plataforma e um abrigo.

“Antigamente, eram construídos em localidades pequenas, como aldeias, onde não se justificava construir uma estação completa”, nota a revista ‘NiT’.

A Linha do Corgo, que passava por Vila Real, ligava Peso da Régua a Chaves. O seu encerramento aconteceu gradualmente entre os anos de 1990 e 2010. Atualmente, grande parte do antigo traçado foi transformado numa percussão ciclopedonal conhecida como Ecopista do Corgo.

Ecovia Internacional do Tâmega e do Corgo. Foto: CM Chaves
Ecovia Internacional do Tâmega e do Corgo. Foto: CM Chaves

Aliás, o município explicou ainda que a iniciativa contempla também a criação de pontos de apoio à Ecovia Internacional do Tâmega e do Corgo e que quer contribuir “para reforçar a oferta de ecoturismo, cicloturismo e turismo de natureza na região”.

“A empreitada está inserida no projeto de ‘Requalificação dos Apeadeiros de Vilela do Tâmega e Vilarinho das Paranheiras’, no âmbito do programa Crescer com o Turismo, cujo contrato de financiamento foi assinado a 13 de março”, lê-se no ‘Idealista’.

Programa Crescer com o Turismo

Lançado em fevereiro de 2025, o programa de apoio Crescer com o Turismo dispõe de uma dotação de 30 milhões de euros e visa fomentar o desenvolvimento sustentável dos territórios. Tem especial enfoque na responsabilidade social e ambiental, bem como na qualificação, inovação e valorização dos recursos turísticos.

“As iniciativas incidem em áreas como turismo de natureza, turismo gastronómico, turismo ativo, turismo de bem-estar e turismo cultural e patrimonial, contribuindo para a diversificação e qualificação da oferta turística nacional”, escreve o jornal ‘Público’.

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