Vídeo: tsunami de areia com 1800 km de extensão atravessou o norte da África. As suas consequências mantêm-se

Imagens extraordinárias foram deixadas pelo avanço de uma colossal tempestade de areia que atravessou o Norte de África. Os seus efeitos espalharam-se por vários países, atingindo os territórios oceânicos de Espanha e Portugal no Atlântico.
Uma imagem digna de um filme de Hollywood. Uma colossal tempestade de areia e poeira avançou pelo norte de África no dia 30 de março, deixando imagens surpreendentes —tanto do solo como do céu—, que nos deixam de boca aberta.
As imagens de satélite mostram o movimento deste fenómeno que ocorre quando o vento levanta poeira, areia e até mesmo seixos, fazendo-as avançar e formando uma espécie de linha frontal.
A massive curtain of dust sweeps across northwestern Africa. pic.twitter.com/0sVn7yuDPq
— CIRA (@CIRA_CSU) March 30, 2026
A tempestade de poeira avançou a partir da Argélia, passando pelo Mali, Marrocos, Mauritânia, Sahara Ocidental, projectando-se no Atlântico onde também atingiu o arquipélago das Canárias a 30 de março. Os satélites mostram uma extensão da linha de tempestade de cerca de 1.800 km.
An even clearer satellite view of the massive Saharan dust storm today.
— Backpirch Weather (@BackpirchCrew) March 30, 2026
1,700 km long, stretching from the Canary Islands to the dunes of Mali.
Incredible. https://t.co/5x8kwOmEK6 pic.twitter.com/FiGVKblnC4
Ter uma ideia da imensidão que atingiu a barreira de areia e poeira pode não ser tão simples para muitos: a tempestade de areia avançou, varrendo uma extensão equivalente ao dobro da largura norte-sul da Península Ibérica; ou semelhante à distância entre a fronteira do Panamá com a Colômbia até à fronteira da Guatemala com o México; ou a distância entre Santiago do Chile e Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, região sul do Brasil.
Very strong Mistral winds coming out of Europe drove this ferocious dust storm pic.twitter.com/iypgRX7ihG
— Zoom Earth (@zoom_earth) March 30, 2026
A tempestade de areia formou-se devido às fortes rajadas de vento que se deslocaram da Europa para o continente africano, gerando uma frente de vento que atravessou a zona desértica do norte de África, levando consigo uma parede de poeira até ao Atlântico.
Redução da visibilidade e da qualidade do ar
Esta grande nuvem de partículas possui propriedades que reduzem a quantidade de luz que chega à superfície, em resultado da dispersão que ocorre quando o feixe de luz colide e interage com as partículas de poeira e areia. Isto traduz-se numa atenuação da luminosidade e numa alteração na coloração do céu, que pode variar entre o tom alaranjado e até mesmo a ausência total de luz.
A visibilidade horizontal também fica reduzida, podendo comprometer as operações de transporte aéreo e terrestre nas zonas por onde a nuvem de poeira se desloca.
It's a beast!! This was the border areas between Algeria and Mauritania earlier pic.twitter.com/Y7FaaEhoe5 https://t.co/eZcyZ9yagh
— Volcaholic (@volcaholic1) March 30, 2026
A presença destas partículas de poeira do Saara provoca uma deterioração da qualidade do ar, podendo comprometer a saúde das pessoas nas zonas habitadas por onde passa a nuvem de poeira.
As consequências da tempestade de areia persistem no último dia de março
Os efeitos da tempestade de areia, que avançou pelo deserto do Saara no dia 30 de março, continuam presentes. As imagens de satélite mais recentes revelam a quantidade de poeira em suspensão que ainda paira sobre o norte de África e que se estende pelo Atlântico, impulsionada pelo vento de sudeste.

Agora, a nuvem de poeira está a avançar em direção ao arquipélago da Madeira, território oceânico português, enquanto uma grande quantidade de partículas ainda permanece sobre as Ilhas Canárias. Esta última região continua sob alerta amarelo de poeiras em suspensão e visibilidade reduzida (calima) da Agência Estatal de Meteorologia de Espanha (AEMET).
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