Termómetros atingem máximos históricos no Alasca

Os termómetros registaram durante a semana passada um novo valor de temperatura máxima no estado norte-americano do Alasca. Foi batido o recorde que datava do longínquo ano de 1969. Contamos-lhe tudo aqui.

João Tomás João Tomás 11 Jul. 2019 - 12:45 UTC
Calor histórico num local caracterizado pelas temperaturas amenas.

Um centro de alta pressão, localizado sob o Alasca, provocou na semana passada uma onda de calor sem precedentes. Os valores de temperatura máxima rondaram os 30°C em quase toda a área do Estado, quebrando recordes, principalmente nas cidades de Anchorage, Kenai, King Salmon e Fairbanks.

Na cidade de Anchorage, capital do Estado, o recorde de temperatura máxima situado nuns impressionantes 29°C registados no dia 14 de julho de 1969, foi pulverizado no passado dia 4 de julho, tendo sido registados 32°C. Isto, quando a temperatura média nesta altura do ano, para aquele local é de 17°C. A cidade registou também seis dias consecutivos com temperaturas máximas acima dos 26°C, a maior série alguma vez registada desde 1952, ano em que se começaram a registar as temperaturas diárias.

As áreas na costa Sul do Alasca, todo o território a Sul de Fairbanks, bem como o Oeste até ao Mar de Bering foram severamente afetadas por este evento climático extremo. No Norte do Estado, apesar das temperaturas anormalmente elevadas, o calor fez-se sentir com menor intensidade.

Consequências da vaga de calor

Em vastas áreas do Alasca, a elevada temperatura fez-se acompanhar de uma espessa nuvem de fumo. Isto deve-se ao elevado número de incêndios florestais registados nas últimas semanas. Apesar da grande maioria destes incêndios estar relacionado com trovoadas e respetivos relâmpagos, as invulgares condições de temperatura e humidade relativa facilitam a propagação dos incêndios a vastas áreas de floresta autóctone, durante períodos consideráveis. Relatos apontam para fogos que lavram na região de Fairbanks desde a última semana de junho.

A nuvem de fumo provocada por estes incêndios florestais tem impactos severos na população, diminuindo drasticamente a visibilidade e a qualidade do ar. A visibilidade em alguns locais é menos de 1600 metros e foram detetadas elevadas concentrações de partículas nocivas no ar.

Estão ativos, esta semana, 38 incêndios florestais em todo o Estado do Alasca que já consumiram uma área total aproximada de 200.000 hectares de floresta. Esta área corresponde a cerca de 52% do total de área ardida em todo o país. O maior incêndio está a lavrar a Norte de Fairbanks, tendo já dizimado uma área superior a 69.000 hectares, tornando-se no maior incêndio dos Estados Unidos no ano de 2019.

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