Atividade sísmica coloca Islândia em alerta para possível erupção vulcânica

A atividade sísmico-vulcânica volta a ser tema na Islândia, já que uma das áreas mais densamente povoadas registou centenas de sismos num curto período temporal. Fique a saber mais sobre este assunto, aqui!

Pequena erupção vulcânica, em 2021, na Península de Reykjanes, presenciada por alguns turistas.
Pequena erupção vulcânica, em 2021, na Península de Reykjanes, presenciada por alguns turistas.

A Península de Reykjanes, no sudoeste da Islândia, regista desde o último fim de semana, um número considerável de sismos. Segundo alguns especialistas locais, este evento pode estar relacionado com uma possível erupção vulcânica, que a ocorrer será às portas da capital, Reiquiavique. Este enxame sísmico poderá então significar a erupção do vulcão Fagradalsfjall, um dos mais conhecidos desta ilha no Atlântico Norte.

As autoridades consideram que a atividade sísmica está acima do normal e que isso deve ser monitorizado com (ainda) mais atenção (...)

Esta “atividade sísmica anómala” está centrada a Nordeste do referido vulcão, com os sismos a serem registados a profundidades que oscilam entre os 7 km e os 2 km, ou seja, os hipocentros estão a ser registados muito próximos da superfície terrestre.

O sistema de deteção “Earthquake-Alice”, utilizado pelo Icelandic Meteorological Office (IMO, na sigla em inglês), registou, até cerca do meio-dia de segunda-feira (1), mais de 5500 sismos associados a uma “intrusão magmática a profundidades subsuperficiais” que se estende por uma faixa com orientação Nordeste – Sudoeste e com uma extensão aproximada de 30 km.

Perspetivas e riscos associados

Na madrugada da passada terça-feira (2), registou-se um sismo de magnitude 5.0 na escala de Richter com epicentro a Oeste do Lago Kleifarvatn, sentido pelos cerca de 20.000 habitantes do Sudoeste da Islândia. Antes deste sismo, registou-se, no passado domingo (31), o maior sismo desde o início desta crise sismo-vulcânica: magnitude 5.4, a cerca de 3 km a Nordeste de Grindavik, tendo causado alguns danos em infraestruturas.

Desde sábado que o IMO já registou pelo menos 15 sismos com magnitude acima de 4 na escala de Richter, todos na mesma área. Esta incidência levou as autoridades a elevarem o nível de alerta para “Amarelo” devido ao risco de queda de rochas e de movimentos de vertente, principalmente nas montanhas da Península de Reykjanes, e ao perigo que isto pode representar para a população e para as atividades económicas. O funcionamento dos transportes aéreos pode vir a ser severamente afetado, tal como aconteceu em 2010, aquando da erupção do Eyjafjallajökull.

As autoridades consideram que a atividade sísmica está acima do normal e que isso deve ser monitorizado com (ainda) mais atenção, utilizando para isso uma rede existente de vídeovigilância. A população local, bem como os turistas, que são presença assídua em situações deste género (possível erupção vulcânica), foram aconselhados a evitar encostas íngremes, falésias ou áreas vulneráveis a movimentos de vertente, já que em certos locais foi relatada a queda de rochas.