O mapa das 12 praias com pior qualidade da água no país: saiba onde não deve mergulhar
Onde não deve mergulhar: Sobe para 12 o número de praias portuguesas que chumbaram nos testes de qualidade da água este ano. Saiba mais aqui!

Se a Bandeira Azul é o selo que todas as praias cobiçam para atestar a segurança da água, a realidade atual trouxe um sinal de alerta. Segundo o último relatório com dados consolidados da Agência Europeia do Ambiente (AEA), o número de zonas balneares nacionais com nota 'má' subiu de nove para 12.
De acordo com o documento, foram monitorizadas 682 zonas balneares em território nacional, mais nove do que no ano anterior.
No entanto, devido ao aumento do número total de praias sob vigilância, a taxa de excelência sofreu uma quebra recuando para os 82%, o que coloca o país mais longe da média da União Europeia, que se fixa atualmente nos 85%.
Seca severa penaliza o interior do país
O principal foco de preocupação dos especialistas reside no agravamento da base da tabela. A associação ambientalista Zero alerta que a degradação da qualidade da água está diretamente ligada às secas severas que têm assolado o território.

Com a redução drástica dos caudais das bacias hidrográficas, a poluição e a contaminação microbiológica tornam-se muito mais concentradas. Este fenómeno meteorológico explica por que razão a larga maioria das praias reprovadas (nove em cada dez) são interiores ou fluviais.
O contraste entre o Algarve e o resto do litoral
No plano regional, o Algarve continua a assumir-se como o "aluno exemplar", mantendo a quase totalidade das suas águas com nota máxima, a única exceção digna de nota foi a Praia do Camilo, em Lagos, que desceu para "suficiente". As albufeiras do Alqueva e de Castelo de Bode também mereceram destaque pela positiva, exibindo 100% de praias excelentes.

Em sentido inverso, várias praias costeiras de grande afluência que habitualmente ostentavam boas avaliações sofreram uma quebra de desempenho, fixando-se no patamar "suficiente". É o caso de Vila Praia de Âncora (Caminha), Caxias (Oeiras) e a Praia da Duquesa (Cascais).
A "lista negra": onde o mergulho deve ser evitado
As autoridades e associações ambientais recomendam que se evite o banho nas 12 zonas balneares que chumbaram nos testes de qualidade microbiológica:
Praias marítimas (Costeiras):
- Matosinhos (Porto): um dos casos mais críticos, registando um declínio contínuo desde que perdeu o estatuto de "excelente" em 2021.
- Poças do Gomes / Doca do Cavacas (Funchal, Madeira): complexo de piscinas naturais que cumpre o terceiro ano consecutivo com nota "má".
- Quinta do Lorde (Madeira): afetada por problemas graves de contaminação.

No que toca às águas interiores, a lista de praias fluviais sinalizadas com qualidade "má" estende-se por vários rios e concelhos do país. Entre os casos identificados estão a praia de Bitetos (no Rio Douro), Ponte da Barca (no Rio Lima), Almaceda (em Castelo Branco) e Benfeita (no Rio Alva). O cenário de alerta estende-se ainda às Fragas de São Simão (em Figueiró dos Vinhos), ao Poço do Lagar (em Seia), à Ponte do Sótão (em Góis), à Relva da Reboleira (em Manteigas) e, finalmente, à praia de Sandomil, também localizada no concelho de Seia.
O relatório deixa um aviso claro para a época balnear: embora o litoral português continue a dar garantias de segurança na maioria da sua extensão, a gestão dos recursos hídricos no interior exige uma intervenção urgente para travar o impacto das alterações climáticas na qualidade da água.
Referência da notícia:
https://infoagua.apambiente.pt/pt/praias
https://eco.sapo.pt/2026/06/21/praias-com-ma-qualidade-da-agua-em-portugal-aumentam-para-12-veja-onde-nao-deve-mergulhar/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques