Este castelo no Tejo vai transformar-se num campo de batalha medieval durante dois dias

De 26 a 27 de setembro, o Castelo de Almourol recebe cavaleiros, arqueiros, falcoaria e um assalto noturno. A entrada nesta recriação histórica é livre.

Este castelo português vai voltar à Idade Média com um assalto depois do pôr do sol. Foto: Wikimedia // Daniel Feliciano
Este castelo português vai voltar à Idade Média com um assalto depois do pôr do sol. Foto: Wikimedia // Daniel Feliciano

Se gosta de história, castelos e programas diferentes, prepare-se: o Almourol Templário regressa a Vila Nova da Barquinha com dois dias de recriações, combates, falcoaria e um assalto noturno.

É verdade. Durante dois dias, o Castelo de Almourol vai trocar a tranquilidade habitual por espadas, arqueiros, cavaleiros, música medieval e um acampamento onde a Idade Média ganha outra vida.

A iniciativa “Almourol Templário — O Assalto” acontece a 26 e 27 de setembro, em Vila Nova da Barquinha, com entrada livre.

Curioso? Apesar de toda a programação, podemos adiantar já que o grande momento está reservado para a noite de sábado, dia 26. Às 22:00 horas, o castelo será cenário de um assalto noturno, que é como quem diz, uma recriação histórico-militar. No fundo, trata-se de um momento que promete transformar a fortaleza numa espécie de campo de batalha medieval.

Algo a não perder, podemos dizer. Afinal, não é todos os dias que se vê uma das imagens mais conhecidas do Tejo rodeada de cavaleiros e armas históricas depois de o sol desaparecer. Mas o programa começa bastante antes.

Há muito mais do que espadas e armaduras

A partir das 12:30 de sábado, será hasteada a bandeira e aberto o acampamento militar e civil, que permanece no local ao longo do fim de semana.

Entre as 14:30 e as 18:00 horas do mesmo dia, os visitantes podem participar ainda em várias experiências imersivas. Há o “Templário por um dia”, para maiores de 18 anos, o “Dança por um dia”, a partir dos 16, e “Coquinaria por um dia”, também destinada a adultos.

Atenção, porque as atividades têm vagas limitadas e inscrição prévia.

Para quem preferir ficar do lado de fora da armadura, também não faltam opções. O recinto terá mercado tradicional, tasquinhas, artes e ofícios, demonstrações de esgrima histórica, arco e besta, falcoaria, danças e música históricas.

Saiba tudo sobre o “Almourol Templário — O Assalto”. Foto ilustrativa: Unsplash
Saiba tudo sobre o “Almourol Templário — O Assalto”. Foto ilustrativa: Unsplash

O programa inclui ainda uma conversa dedicada ao património templário e um workshop sobre os barcos avieiros. Às 15:00 horas está prevista a assinatura de um protocolo de cooperação entre o Município de Vila Nova da Barquinha e o Convento de Cristo, em Tomar, classificado como Património Mundial da UNESCO.

No domingo, a viagem pela história continua a partir das 10:00, com a reabertura do acampamento. Entre as propostas estão oficinas de esgrima histórica, danças históricas e cozinha medieval. E, claro, que os mais novos também têm direito a uma atividade própria, “O Pequeno Templário”.

Durante a tarde, entre as 14:30 e as 17:30, haverá ainda estátuas vivas e a possibilidade de participar em “No Acampamento por um dia”, com novas experiências ligadas à vida medieval. Por fim, o programa termina às 17:30, com o arrear da bandeira.

Um castelo com mais de 800 anos de história templária

Não pense que o cenário foi escolhido ao acaso. Aliás, a escolha não podia ser mais adequada.

O Castelo de Almourol ergue-se numa pequena ilha do rio Tejo e está profundamente ligado à presença dos Templários no Médio Tejo.

Quando as forças portuguesas conquistaram este território, em 1129, já existia ali uma fortificação, então conhecida como Almorolan. O espaço passou depois para a posse dos Templários e foi reconstruído durante o século XII. Uma inscrição existente no castelo indica que as obras de reconstrução ficaram concluídas em 1171, durante o mestrado de Gualdim Pais.

A fortaleza fazia parte da linha defensiva do Tejo e apresenta várias características associadas à arquitetura militar templária da época, incluindo as muralhas com torres e a antiga torre de menagem.

O Castelo de Almourol é um ícone de Portugal. "Erguido num ilhéu do rio Tejo, é um dos símbolos da história templária e da identidade nacional portuguesa", lê-se no site 'Visit Barquinha'. Foto: Unsplash
O Castelo de Almourol é um ícone de Portugal. "Erguido num ilhéu do rio Tejo, é um dos símbolos da história templária e da identidade nacional portuguesa", lê-se no site 'Visit Barquinha'. Foto: Unsplash

É precisamente este património que o “Almourol Templário — O Assalto” pretende colocar novamente no centro das atenções. Como? Através de uma recriação que junta história, animação e participação do público.

“Em comunicado, o município de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, indicou que a iniciativa 'Almourol Templário — O Assalto' decorre ao longo de dois dias e pretende divulgar e valorizar o património templário através da recriação histórica e da participação do público”, lê-se no ‘Observador’.

O melhor é que não é preciso pagar para entrar. Sim, porque a entrada no evento é gratuita. Só algumas experiências e workshops têm inscrição obrigatória.

Referência da notícia

Observador. (2026). Castelo de Almourol recria assalto medieval com experiências imersivas.
Medio Tejo, Fonseca, M., R.. (2026). Castelo de Almourol recria assalto medieval com experiências imersivas.